

Na pós-graduação um dos professores abordou um tema interessante em uma de suas aulas: a síndrome do estudante. Até então, essa tal síndrome era desconhecida pra mim e pra outras pessoas na sala. Em uma explicação descontraída (que posteriormente virou motivo provocação entre os colegas) ele explicou que a síndrome do estudante é o hábito que os alunos têm de ”enrolarem” seus trabalhos até o último instante, deixando para fazê-los bem próximo a data de entrega. Ou seja, os alunos em geral são procrastinadores por natureza. E isso fica mais evidente nos cursos superiores, onde a flexibilidade dos prazos pode ser negociada com mais facilidade.
No entanto, a procrastinação não é um privilégio só de estudantes e qualquer um (uns mais que os outros) está sujeito a postergar suas tarefas por qualquer motivo. Dentre os vários transtornos que a procrastinação em excesso pode causar, quando adotada em medidas certas, pode trazer certos benefícios à produtividade, principalmente na área criativa. Os profissionais que lidam com criatividade e atividades intelectuais em geral sabem que uma pausa para o café, a leitura de algum blog/site, ou até uma conversa no corredor com um colega de trabalho, podem ser valiosas para reorganizar as ideias.
Domenico De Masi, sociologo italiano, professor de Sociologia do Trabalho na Uniersidade La Sapienza de Roma, defende e reflete em seu livro O Ócio Criativo, o tempo da procrastinação revertido na realização de outras tarefas prazerosas como estudo (conhecimento) e jogo (lazer, brincadeira, convivência) que, juntamente com o trabalho, criam uma combinação eficaz favorencendo a produtividade intelectual, ou seja, ideias criativas. Entre suas ideias sobre criatividade e ócio destaco: “O futuro pertence a quem souber libertar-se da ideia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com tempo livre, com estudo e com jogo, enfim, com o ócio criativo. Em toda ação deve estar presente o trabalho, o jogo e o aprendizado. (quem nunca teve uma ideia bakana durante uma ida ao banheiro ou quando tentava dormir). Quem quiser saber mais sobre os conceitos de Domenico De Masi sobre o ócio criativo leia seu livro. Também na internet você também poderá encontrar seus principais trechos.
Voltando à procrastinação, esse vídeo de graduação de John Kelly para o Royal College of Art (2007), mostra várias maneiras de procrastinar e o quão criativas elas podem ser.
Da série “anúncios criativos” recebo mais um para a vaga de Arte-Finalista. Esse veio finalizado da Borrows Brasil (SP).
Esse e outros cartões em Etsy.
Projetos ecologicamente corretos estão, cada dia mais, sendo levados em consideração. A preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade começam a fazer parte dos ideais das empresas conscientes, e estas, quando têm sua imagem atrelada a estes propósitos, dão um grande passo em direção aos anseios de uma sociedade cada vez mais “antenada” no consumo consciente, embora não pareça tão evidente.
No entanto, há muito que fazer, e o design com seu caráter multidisciplinar e poder de criação de soluções sustentáveis de comunicação, será essencial para as inovações dos novos projetos, sejam eles em qual área do design for (não, design de sobrancelhas ainda não! ^^). Essa mudança de paradigma vai requerer uma revisão de conceitos, além do conhecimento de novas tecnologias e materiais, a fim de desenvolver alternativas criativas e sustentáveis.
A utilização de materiais de pouco impacto ambiental não deve comprometer o objetivo do projeto só para ganhar uma cara “eco”. O risco de se cair num clichê de ecologicamente correto fará com que o projeto não ganhe a força de comunicação e a expressão necessária.
Seguindo a linha das ecobags, que viraram moda como alternativa ecologicamente correta às sacolas plásticas, encontrei esse case para notebook sul africano feito com sacos de cimentos não utilizados, vendido e/ou criado pela Etsy. Alguns objetos acabam deixando de ser alguma solução ecológica para se tornarem objetos de design ou estilo.
Basicamente, o job é iniciado com um pedido (que pode ser um problema ou uma necessidade) do cliente. A partir disso, é elaborado um briefing, espécie “mapa”, conjunto de informações fornecidas pelo cliente que irão guiar o job até sua conclusão (solução).
Do seu início até sua conclusão pode haver uma equipe enxuta, com pessoas assumindo multifunções, como por exemplo o dono exercendo a função de atendimento/diretor de criação e um diretor de arte/arte-finalista. Em equipes mais completas, além das funções mais definidas, podemos encontrar profissionais como tráfego, mídia, planejamento, RTVC, produção gráfica, publicitários, redatores, ilustradores, entre outros…
Para uma melhor visualização de como funciona o andamento de um job, confira o esquema abaixo:
Já vi vários tipos de anúncios para preencher uma vaga na área criativa, desde apresentação de um portifólio, passando por exigências de requisitos dos mais variados, a concursos. Recentemente, recebi um anúncio para estágio em uma agência de São Paulo que me chamou a atenção por algumas exigências, digamos, peculiares.
“Os interessados deverão:
- Estar cursando do 6º ao 8º semestre de curso superior em design.
- Ter Inteligência.
- Ter Paciência.
- Possuir habilidade no desenho de símbolos.
- Gostar de desenho de letterings e logotipos.
- Gostar de projetos gráficos.
- Dominar o Corel. (sim é verdade!)
- Saber trabalhar em equipe.
- Que não use o termo “logomarca”.
- Que goste MUITO do desenvolvimento de marcas.
- Que não tenha ego inflado nem complexo de inferioridade.
- Que saiba levar o trabalho a sério.
- Que saiba (ou imagine) que branding e identidade visual NÃO são a mesma coisa.
- Que possa assumir responsabilidades.
- Que possa assumir responsabilidades e cumprí-las.
- Que não acredite em DOM DIVINO.
- Que não tenha medo de errar.
- Que não cometa o mesmo erro duas vezes.
- Que goste de ler.
- Que não use numerologia ou feng-shui no projeto de marcas.
- Que saiba que o mercado de trabalho e academia não são coisas opostas.
- Que tenha bom humor.
- E por fim… que entenda que tudo isso que está acima parece brincadeira, mas que na verdade é algo muito sério.”

As investidas da Capcom em Street Fighter IV parece que ainda não terminaram. Como dito no post anterior sobre o assunto, além do novos tratamentos que os personagens receberam e da boa combinação de técnicas 2D e 3D, os traços caligráficos e as manchas de tintas utilizados pelo character designer Daigo Ikeno são os diferenciais dessa nova série, dando o aspecto de ilustrações feitas a mão. Estes recursos ficaram ainda mais marcante nesta versão, criando um impacto visual muito interessante ao dar mais ênfase aos movimentos. Alguns estilos de pintura podem ser selecionados pelo jogador nas configurações do game.
Além da inclusão de novas roupas, cenários, ultra combos e personagens consagrados em versões anteriores (e um inédito), a nova investida vem com mais alguns retoques no visual. Tudo indica que será melhor que a versão anterior. O lançamento está previsto para abril de 2010 e, enquanto isso, podemos conferir as belas artworks.





Estereótipos… Atire a primeira pedra aquele profissional/profissão que não os tenha. Geralmente, estas características tão peculiares acabam passando despercebidas para quem as têm, mas não para quem assiste a tudo pelo lado de fora, e acabam por virar piada. Designers, programadores, publicitários e nerds de plantão são figuras bastante estereotipadas, as atitudes e costumes de alguns acabam se tornando as de todos.
Com base nesses hábitos foi criado uma lista com 50 razões para não se casar com um designer gráfico. Claro que está mais pra gozação do que conselhos propriamente ditos, então pode ficar tranquila(o) se você estava pensando em casar com um(a) designer. Dificilmente ele terá todas essas características (talvez umas 40 no máximo, rs…).
No entato, não podemos negar que seria mais trágico se não fosse cômico.
Via: Espaço.com