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Designer com acento no A

design, humor, informação
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Muitas dúvidas ainda são geradas acerca dessa profissão. Não é difícil encontrar pessoas que não têm ideia do que um Designer faz. Umas confundem desing com publicidade e propaganda, outras com desenho, sem contar com “o que mexe com computador”… Enfim, creio que isso natural e compreensível, já que os próprios Designers, às vezes, se enrolam na hora dar uma boa definição para um leigo, e acabam por resumir suas tarefas a fim de não desdobrar o assunto e complicar ainda mais.

Para piorar mais a situação, assistimos a proliferação mercadológica do termo design. Temos design pra tudo, hair design, cake design, body design, floral design, blá blá blá design…

Se há tanta dissonância no trato da profissão, com o nome não seria diferente. Afinal, quem nunca ouviu: “- Eu faço curso de Designer Gráfico” ou “- Ele é um Design“, entre outros…

Para ilustrar a situação, achei esse texto: Designer com acento no A

“Ana olha no relógio. Chegou cedo para sua consulta, quase meia-hora. Mas se tratando de uma consulta médica, meia-hora e mais o atraso habitual do médico, somam-se uns cinqüenta minutos de antecedência. Como era sua primeira vez, a secretária a chamou para o preenchimento da ficha. Tudo corria muito bem até determinada hora:

- Qual sua profissão, querida?
- Designer.
- A ta, “desain”… Como é que se escreve mesmo?

Naquela manhã, diante da fatídica pergunta tomou uma drástica decisão:

- Escreve aí: D-E-S-A-I-N-E-R
- Mas, tem alguma coisa estranha… é assim mesmo?
- Não, você esqueceu o acento agudo no A.
- “Nem”, você está brincando comigo, né? Eu não sei como se escreve, mas assim também não é!
- Olha só, eu sou brasileira, fluminense, carioca, garota de Copacabana e estou te dizendo como se escreve em português.
- Você não pode sair inventando palavra assim!
- Por que não? Só porque não me chamo Aurélio? Se toda vez que você perguntasse, escrevesse como eu te disse, você não perguntaria mais.
- Olha só, “nem”, eu sou só uma secretária e você uma “desain”. Ninguém está aqui para mudar o mundo, certo? Para ser sincera não sei nem o que você faz. Que tal a gente pular essa discussão porque ainda tenho algumas perguntas para preencher a sua ficha e o médico já vai te chamar.

Ana respira fundo e se convence que realmente aquele não era o lugar nem aquela era a pessoa certa para esse tipo de discussão. Resolve ceder e soletra sem entusiasmo:

- D-E-S-I-G-N-E-R
- Ah não, “nem”! Agora você conseguiu acabar com a minha paciência!!!!”

Via: Palavras ao Vento

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Microcontos

informação
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Pra quem ainda não conhece, fica a dica para conferir o trabalho de Samir Mesquita, autor do inusitado livro Dois Palitos montado em uma caixinha de fósforos. O livro era feito de modo bem artesanal. Samir comprava as caixas de fósforo, retirava os palitos e colocava sua etiqueta e o livro dentro. Dois Palitos, seu primeiro trabalho, possiu 50 microcontos sobre temas variados.

O negócio deu tão certo que já está na sua segunda edição, agora os microcontos são contados em meio ao trânsito, num livro em forma de mapa (acesse). Segundo Samir, o livro não está a venda, mas para adquiri-lo, ele sugere a troca. Você manda para ele algum dos livros que ele disponibilizou em seu site, em troca ele te envia o seu novo trabalho.

Confira a versão on-line de Dois Palitos:Microcontos

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O que significa a logomarca…

humor, logos
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Bem… acho melhor você tirar sua própria conclusão a respeito dessa “defesa”. ¬¬

Defesa da marca

Via: Ligia Fascioni

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Briefing prático

humor
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Quem trabalha na área criativa, às vezes, passa apertos na hora de arrancar algumas informações dos clientes pertinentes ao trabalho.
Às vezes, o cliente não sabe o que quer, e deixa a solução com o desenvolvedor, o que pode ser uma boa. Porém, tanta liberdade mal orientada poderá resultar em várias refações. Outras vezes, o cliente não sabe passar o que está querendo, indeciso, passa o que ele acha que quer,  podendo gerar divergência sobre real objetivo, e mais uma vez, resultando em várias refações.

Pensando nisso, foi criado esse briefing prático. Ao discutir sobre trabalho com o cliente,  apresente esse briefing, ele escolhe na hora como vai ficar o trabalho e pronto! Satisfação total! Sem dúvidas, sem refação! (“sem refação” foi um pouco de exageiro. rs…)

Briefing:

1- Escolha uma cor para o trabalho:
( ) Azul
( ) Vermelho
( ) Amarelo
( ) Amarelo mais forte
( ) Verde
( ) Verde Limão
( ) Branco
( ) Preto
( ) Outras ___________________________________

2- Que figuras serão usadas?
( ) Pessoas, quantas?____________________________
( ) Formas abstratas, muito ou pouco abstratas?_________
( ) Animais, qual(is)?______________________________

3- Qual personagem o senhor gostaria de ver no trabalho?
( ) Funcionários felizes
( ) Criança
( ) Cachorro
( ) Mulher de biquíni
( ) Pais e Filhos
( ) Irmãos ou amigos
( ) Outros _______________________________________

4- Qual o tamanho do logotipo no anúncio?
( ) Grande
( ) Muito grande
( ) Absurdamente grande
( ) Na verdade eu quero uma logo enorme e cintilante ocupando todo o espaço

5- Quais as formas devem ser priorizadas no trabalho?
( ) Círculos
( ) Quadrados
( ) Triângulos
( ) Outros ___________________________________

6- Quais as fontes o senhor gostaria de ver em nosso trabalho?
( ) Grossas
( ) Finas
( ) Antigas
( ) Moderninhas
( ) Tortinhas
( ) Com tracinhos nas extremidades
( ) Bonitinhas
( ) Comic Sans
( ) Outras ______________________________

7- Escolha a forma do texto:
( ) Informativo longo
( ) Informativo curto
( ) Com sacadinha
( ) Sem sacadinha
( ) Duplo sentido
( ) Trocadilho
( ) Racional
( ) Emotivo
( ) Clichê
( ) Todas as informações possíveis
( ) Outros  ______________________________

8- Qual o apelo do trabalho:
( ) Desejo
( ) Preço
( ) Promoção
( ) Diversão
( ) Fome
( ) Sede
( ) Tudo junto, eu nasci sem o mínimo poder de síntese
( ) Outro ______________________________

9- Quantas vezes o senhor vai mudar de idéia durante a execução do
trabalho e pedirá para refazer?

( ) 7
( ) 49
( ) 80
( ) Todas
( ) É melhor vocês refazerem esse questionário

10- Quantas opções da mesma coisa o senhor deseja?
( ) Várias, que eu mereço
( ) Várias, que eu estou pagando
( ) Várias, eu realmente adoro o atendimento de vocês
( ) Várias, até eu falar chega
( ) Várias, o que eu gosto mesmo e de ver quantas vezes vocês conseguem fazer a mesma coisa sem enlouquecerem e começarem a se matar com golpes de mouse.

11- Quais informações devem entrar no trabalho, não importa qual?
( ) Endereço
( ) e-mail
( ) Telefone
( ) CNPJ, título de eleitor e reservista
( ) “Onde tiver espaço em branco sempre cabe uma mensagem”

12- Qual mídia o senhor acha que seria fundamental para sua estratégia?
( ) Impressos
( ) Anúncio
( ) Comercial de TV
( ) Comercial de rádio
( ) Outdoor
( ) Busdoor
( ) Pipi door
( ) The Doors
( ) Outros doors, quais?_________________________

13- Qual o prazo do trabalho?
( ) Pra ontem
( ) Pra anteontem
( ) Ainda não sei
( ) Te ligo quando faltarem 15 minutos
( ) A graça é a surpresa

14- Quantas pessoas em série terão que aprovar esse trabalho?
( ) 5
( ) 17
( ) 97
( ) Minha esposa
( ) Minha esposa, porteiro, empregada e papagaio
( ) Outros, quem?______________________________

Autoria: Desconhecida
Algumas adaptações: Design com Limão

Update:
Autoria reivindicada:
Pablo Peixoto

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Autocontrole

humor, ilustrações, publicidade
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Anúncios criado pela agência francesa Callegari Berville Grey para uma escola de adestramento de cães. É quase um treinamento de autocontrole para cães.
Além da ótima direção de arte, outro destaque são as admiráveis ilustrações do brasileiro Tiago Hoisel.

Confira:

Dog Training School

Dog Training School


Outras ilustrações:

Dog banheiro

Dog quartoSem comentários. rs…

Felipe Massa

FantocheEssa é ótima!

Confira mais…

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Quando eu crescer…

humor, publicidade, vídeos
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Uma paródia criada a partir da campanha “When I Grow Up” do site de empregos Monster.com. O vídeo usa os cargos exercidos em uma agência pulbicitária e trabalha com humor crítico os clichês e características presentes nesses cargos. Video criado pela Meyocks Group para a abertura do ADDY Awards.

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Só pra ter certeza

tirinhas
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quad-10

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Fotografia interativa

fotografia, web
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A Kubikfoto ³ Interactivanting Photography, com uma combinação inovadora e interessante entre técnicas, efeitos e fotografias, deu a imagem estática dimensões muito mais abrangentes. Dessa forma é possivel uma exploração sem limites do conteúdo fotográfico, que antes se restringia a uma imagem plana. Sem contar com a experência que é fornecida ao usuário ao ser instigado a explorar os bastidores das cenas.

Na imagem abaixo está o link para um dos projetos. Ao carregar, clique em tudo para ter mais detalhes e reações.

Fotografia Interativa

Acesse todos os projetos.

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Enquanto isso na agência…

humor, ilustrações
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Agência

Muito boa ilustração de Denilson Oliveira. Ficou evidente e, acima de tudo, hilário, alguns estereótipos, características e costumes que permeiam a área criativa.
PS.: Destaque para a foto do “Madruguinha”. Fino. rs…

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Não peça de graça a única coisa que posso vender

design, humor
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Estudamos, nos aperfeiçoamos, buscamos conhecimento acadêmico e de mercado, investimos tempo e dinheiro em nossa formação, compramos softwares originais, pagamos nossos impostos, investimos pesado nos melhores equipamentos, formamos valores baseados em tabelas que nossos parceiros e concorrentes também praticam, mantendo uma concorrência justa e leal onde o diferencial é a qualidade do trabalho e não o preço. Então abrimos mercado esperando que tenhamos algum retorno de tudo o que gastamos até aqui e vamos à luta buscar novos clientes.

Aí o filho da vizinha fica todo animado com o computador que ganhou no natal, baixa um “Coréudral” no emule, instala o “fotochóp” que conseguiu no camelô por “dezmirré” e vai fuçando e mostrando pra mãe o que já sabe fazer. A mãe, para não desapontá-lo, é claro, diz: ficou lindo filho! Você desenha muito bem. Rapidamente o cara passa a acreditar realmente que é um designer gráfico, um diretor de arte. Nunca estudou composição de cores, processos gráficos, história da arte, tipografia, não tem a menor idéia do que agências de propaganda e profissionais de criação conquistaram no mercado até agora. Um dia ele aprende a colocar efeito nas suas fotos através de um tutorial que encontrou no ORKUT e pensa: sou um “proficional”. O pai do rapaz enxerga longe e já pensa numa forma de resgatar o investimento que fez no natal quando comprou o computador. Na verdade ele também quer arrumar uma forma do menino parar de coçar o saco o dia todo na Internet. Começa a espalhar para seus amigos que seu filho agora é “web design” e tá fazendo uns cartões de visita, umas “logomarcas”, uns panfletos e cobra baratinho… “Dez real”, diz o pai todo contente quando um amigo pergunta por quanto que o garoto faria uma identidade visual para a loja que está abrindo.

A fama do garoto se espalha e pinta o primeiro grande trabalho para ele fazer: um folder para o salão de beleza do bairro, que por acaso é da tia dele. O garoto mesmo é quem cria os “têstos”, pega umas imagens de umas modelos bonitas na Internet. Não tem problema se a imagem tem 180 x 180 pixels, ele estica para caber na capa do folder. Utilizou quase todas as fontes que tinha instalado no computador. É uma obra de arte! Disse o pai do menino quando foi levar o “leiaute”, impresso na multifuncional que veio junto com o computador. A dona do salão fez um pedido grande! 1000 folders coloridos com aquele brilinho que a gráfica coloca no papel.

Quando o material chegou, ela achou que ficou um pouquinho diferente do que tinha visto na tela do computador, não tinha as mesmas cores, mas deixou assim mesmo, tinha alguns errinhos de português, a foto ficou embaçada, mas já tinha pago pelo serviço e não queria arrumar confusão com a irmã, mãe do “web design”. No salão ninguém gostou do folder e também não tinham coragem de falar para a patroa. Os clientes até aceitavam levar para casa, mais por educação do que por interesse. A mulher não entendeu porque seu material de propaganda não dava resultado, ela queria um folder igual ao do concorrente, era tão bonito que dava vontade de colecionar. Neste mesmo folder, antes dela ter a idéia de fazer um material de propaganda para o seu salão também, tinha visto a assinatura de quem havia criado e ligou para a empresa para saber quanto custaria fazer aquele material. Achou um absurdo quando o cara da agência queria cobrar só pela criação o que o sobrinho dela faria incluindo arte e impressão. Ela disse que conhecia alguém que sabia mexer no computador também e pagaria bem menos já com tudo impresso.

Moral da história: Profissionalismo e experiência. Não peça de graça a única coisa que posso vender.

Autor: Pablo Massolar
Sugestão by: FredKONG

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