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Ser designer é… (Parte II)

design, humor
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A maioria dos designers devem se identificar com grande parte das características abaixo, principalmente os freelas.

- ter o despertador avisar a hora de ir dormir, e não a hora de acordar;
- ter uma diéta a base de café, Coca-Cola e RedBull;
- ter fones de ouvidos quase implantados na sua cabeça;
- tomar café da manhã, almoço e janta ao mesmo tempo;
- ter os amigos dizerem “Que bonito isso!” mas não entenderem o conceito;
- refazer um job pois ninguém entendeu o conceito;
- ter mais fotos de coisas do que de sua família;
- saber usar o Photoshop, Illustrator, InDesign e Dreamweaver mas não entender como rodar o Excel;
- comprar revistas de R$ 50 mas não ter tempo de ler;
- não conseguir olhar para qualquer coisa gráfica sem tentar melhorá-la na sa cabeça;
- não conseguir andar pelo shopping sem criticar embalagens de produtos;
- ouvir sua vó lhe apresentar orgulhosamente como “artista” para amigos;
- ter sua mãe achar que você trabalha com computadores;
- ser confundido como “técnico em informática” pois “você passa muito tempo na frente daquele tal computador”;
- cobrar o cliente constantemente o briefing e materiais para não estourar o cronograma;
- ver o cliente demorar para enviar o briefing e materiais e depois reclamar que você está estourando o cronograma;
- terminar o projeto após 3 meses e 20 rodadas de aprovação para o cliente dizer “não sei…acho que não ficou muito legal”;
- passar metade do projeto convencendo o cliente que você sabe o que está fazendo;
- passar a outra metade do projeto explicando ao cliente que você está cobrando pelo seu conhecimento;
- ver alguém dizer “Meu sobrinho também faz dizáin“. E quando questionado sobre em qual período ele se encontra, escutar um “Tá terminando o Ensino Médio”;
- acordar se sentido um “garoto de programa” pensando em duas coisas: 1) você precisa parar com isso. 2) você precisa cobrar mais caro por isso;
- passar metade da vida falando pra todo mundo que “logomarca” não existe;
- desistir de ensinar a todo mundo que “logomarca” não existe;
- estranhar aquela luz amarela no céu quando você finalmente sai de casa durante o dia;
- ter que explicar a um cliente que uma gráfica não imprime uma imagem JPG com resolução de 72dpi e em RGB para fazer um outdoor;
- ter que explicar ao cliente o que é JPG, dpi, RGB e “cêmique“;
- ter que explicar que Pantone não é aquele pão com frutas cristalizadas que vendem no natal;
- acordar dia após dia, sabendo que essas coisas nunca vão mudar e mesmo assim pensar: “Eu não me vejo fazendo nada melhor na vida. Amo tudo isso”

Sugestão by: Adamo Alighieri
Via: Design.blog.br
Ser designer é… (Parte I)

7 comentários

7 Comentários

  1. Adamo Alighieri  •  novembro 6, 2009 @13:21

    Muito bom post! O mais difícil disso tudo aí é explicar que uma gráfica não imprime uma imagem JPG com resolução de 72dpi e em RGB para fazer um outdoor.

  2. Guilherme Dantas  •  novembro 6, 2009 @23:25

    Hehe, muito legal, gostei.
    Falando nisso, meu despertador ta tocando. Hora de dormir.
    Boa noite designers.

  3. Maíra  •  dezembro 9, 2009 @14:22

    Acertou em cheio.

  4. Derickinho  •  janeiro 29, 2010 @11:35

    Falou e disse.

  5. [...] This post was mentioned on Twitter by Paulo Wolf, Anderson. Anderson said: ser designer: essa lista está bacana http://www.designcomlimao.net/ser-designer-e%E2%80%A6-parte-ii/ [...]

  6. Emilia Galvão  •  maio 15, 2010 @16:08

    Parabéns… O texto caiu em cheio…heheh

    Beijos!

  7. Fabio  •  maio 27, 2010 @19:16

    O texto é bom, mas é uma adaptação do “Coisas que o cara da informática faz”, ou algo assim, não lembro o titulo …..

Comentários

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